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O agnosticismo

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Série de sermões expositivos sobre O Céu. Sermão Nº 49 –  O sexto dia da criação: a criação do homem (Parte 28).  Gn 1:1, 27: O agnosticismo. Pregação do Pastor Jairo Carvalho em 24/11/2021. Acesse os sermões na categoria: Sermões Expositivos. __________________________________________________ INTRODUÇÃO A igreja sempre foi a mais forte quando tomou posição unicamente na Palavra de Deus. Este é sempre o ponto alto em todas as eras da história da igreja, quando a igreja está firmemente sobre sola escritura. E se a igreja der um passo para fora sola scriptura, ela põe o pé na ladeira escorregadia e é uma questão de tempo até que ela desça para o racionalismo, para o deísmo, liberalismo, para o ecumenismo até que ela desça para o agnosticismo, em última instância para o ateísmo. Cada denominação que se extraviou, se extraviou neste ponto. Todo seminário que se extraviou, se extraviou neste ponto. Cada igreja que se extraviou, se extraviou neste ponto. Cada denominação, cada seminário e cada igreja que é forte na graça de Deus é forte em estar ancorada somente nas Escrituras.  Isso não é negociável. Nisso devemos ser dogmáticos. A Palavra de Deus não está em debate. Durante um “diálogo” público em Oxford, “o ateu mais famoso do mundo”, Richard Dawkins, disse ao ‘Arcebispo de Cantuária’; líder da igreja Anglicana; que não tinha certeza de que Deus não existia[1]. Questionado sobre “Por que você não se considera um agnóstico?” Dawkins disse que sim, mas tem “6,9 em sete”, acrescentando: “Acho que a probabilidade de um criador sobrenatural existir é muito baixa”. Enquanto Dawkins e o arcebispo discutiam a criação, Dawkins disse: “O que não consigo entender é por que você não consegue ver a beleza extraordinária da ideia de que a vida começou do nada – isso é uma coisa tão impressionante, elegante e linda, por que você quer bagunçar tudo com algo tão bagunçado como um Deus?” O arcebispo esclareceu sua própria convicção de que (de acordo com a reportagem do jornal) “os seres humanos evoluíram de ancestrais não humanos, mas eram, no entanto, ‘à imagem de Deus’”… acrescentando que o relato da criação em Gênesis “não pode ser interpretado literalmente” porque, ele disse, “Os escritores da Bíblia, inspirados como eu acredito que eles foram, eles não foram inspirados a fazer física do século 21”. Essa discussão pública veio após uma semana de debate sobre o papel da religião na vida pública britânica. O debate foi desencadeado quando a Baronesa Sayeeda Warsi[2], a primeira ministra do Gabinete Muçulmana, alertou contra: “uma maré de ‘secularismo militante’ desafiando os fundamentos religiosos da sociedade britânica”.[3] Apesar das declarações de alguns de que Dawkins tem dúvidas sobre suas dúvidas, as observações de Dawkins são consistentes com sua visão de mundo. E ele fez declarações semelhantes no documentário Expelled. Para Dawkins simplesmente significa que ele não vê nenhuma evidência da existência de Deus. Se ele está “certo” ou apenas “quase certo”, significa a mesma coisa. Para ele a existência de Deus não pode ser “provada cientificamente” mais do que a inexistência de Deus. Ambas as crenças são apenas isso – crenças, posições de fé. O cristão e mesmo aqueles com outras religiões (no sentido comum da palavra) optam por acreditar que existe um “Alguém” divino em quem acreditar. Os ateus optam por acreditar que não existe um “Alguém” divino. Ambos os lados examinam as mesmas evidências e tiram conclusões e interpretações com base em suas visões de mundo. Os cientistas criacionistas observam que os modelos baseados nos eventos do Gênesis (como o Dilúvio global e o fato de que os seres vivos se reproduzem segundo seus tipos e apenas variam dentro desses tipos) explicam a geologia e a biologia que vemos no mundo. Nem mesmo a “física do século 21” pode fazer observações experimentais no passado. Porque mesmo o ateísmo evolucionário (e agnosticismo) é uma posição de fé, defendendo uma interpretação do passado baseada em crenças não testáveis, frequentemente apontamos que essas são “religiões” de algum tipo. A posição do Arcebispo de Canterbury em Gênesis é também de “fé” – e de uma fé comprometida com mundo. Embora represente a igreja em um país com raízes profundas na Palavra de Deus, sua posição compromete o relato de uma testemunha ocular fornecida pelo Criador do universo. Jesus Cristo – que é o Criador, o Cabeça da Igreja e  “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” – afirmou muitas vezes durante seu ministério terreno que o Gênesis fala dEle. Jesus falou da criação do homem e da mulher no início. Ele falou do fato de que o sofrimento humano começou logo após a criação, na queda. (Cl 1:16,18; 2: 3. Mc 13:19), Falou do Dilúvio de Noé em e muitos outros eventos registrados em Gênesis. Jesus conectou os escritos de Moisés a uma compreensão correta de Sua própria missão quando disse: “Pois, se vocês cressem em Moisés, acreditariam em mim; pois ele escreveu sobre mim. Mas se você não acredita em seus escritos, como vai acreditar em minhas palavras?”. Esses escritos de Moisés incluem que afirma claramente: “Em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há”. Quando qualquer líder da igreja que nega o testemunho do Senhor Jesus Cristo, ele mina o fundamento do cristão fé e chama Seu Senhor de mentiroso. (Mt 24: 38–39; Jo5: 46–47; Êx 20:11) O prêmio de religião vai para…? A Fundação Templeton concede o Prêmio Templeton àqueles que estão trabalhando pelo ‘progresso na religião’, ou seja, promovendo o ‘estudo e adoração a Deus’. O Prêmio Templeton intencionalmente tem um valor em dólares mais alto do que o Prêmio Nobel, aqueles que contribuíram para o progresso da religião? Que progresso? Que religião? No entanto, a maioria das pessoas (com algumas exceções, como Billy Gran) que receberam esse prêmio, tem defendido pontos de vistas anticristãos; liberais, agnósticos, ateístas e evolucionistas, pagãos, panteístas e politeístas. O Dr. Freeman Dyson, que trabalha no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, em Nova Jersey, recebeu no ano de 2000 o Prêmio Templeton[4] para o Progresso da Religião. O Dr. Dyson, ex-Grã-Bretanha e físico de formação, declara que, uma vez que não se pode provar que Deus existe (a prova existe apenas em equações matemáticas, Dyson insiste), ele deve permanecer agnóstico (mas não ateu). Se Deus existe, diz ele, então não deve ser todo-poderoso porque, se existisse, seria capaz de deter a fome, o sofrimento e as doenças. Ele também ecoa o comentário do falecido agnóstico Carl Sagan de que, se Deus existisse, ele seria um “fabricante desleixado”. A Bíblia, porém, explica por que temos morte e sofrimento no mundo. As coisas horríveis que vemos ao nosso redor devem ser atribuídas à queda do homem e à subsequente maldição sobre o mundo, não à negligência de Deus. Deus não determinou a queda e nem sentiu prazer no pecado do homem, e nem a queda promoveu a sua gloria, como ensina algumas correntes teológicas deterministas. Felizmente, no novo céu e nova terra que virão um dia, a Maldição será finalmente removida, e então lá não haverá morte e sofrimento – assim como era no Jardim do Éden perfeito antes do pecado. Curiosamente, o Prêmio Templeton do ano de 1999 foi para um físico e teólogo e defensor ardente do evolucionismo. Ian Barbour, professor emérito do Carleton College em Minnesota, escreveu certa vez que “a morte existia muito antes dos seres humanos. A morte é um aspecto necessário de um mundo evolucionário.” Para ser justo, o Prêmio Templeton nem sempre vai para pensadores religiosos ou líderes que não acreditam na Bíblia – um dos raros destinatários foi um ardoroso criacionista Charles Colson em 1993. O Prêmio Templeton foi criado em 1972 porque seu fundador, Sir John Marks Templeton, acreditava que o comitê do Prêmio Nobel excluía injustamente líderes religiosos e acadêmicos de serem reconhecidos por suas realizações. AGNOSTICISMOOs não-religiosos (secularistas), como agnósticos e ateus, estão em ascensão em muitos países ocidentais. Os ‘novos ateus’ como Richard Dawkins provavelmente contribuíram para essa tendência – usando a chamada ‘ciência’ (especialmente a evolução e o tempo de milhões de anos) para criar incerteza sobre Deus em muitas pessoas. Embora cada vez mais que a ciência aumenta, aumenta ainda mais impossibilidades de sustentar a teoria da evolução. Muitas pessoas estão cientes do aumento do ateísmo, mas menos falado é o crescimento silencioso do agnosticismo em ambientes universitários. Na verdade, mais pessoas se identificam como agnósticos do que ateus, pois virou um argumento com cara de ACADEMICISMO PLURALISTA. Então, o que é agnosticismo? E como os cristãos podem responder a isso? O que é agnosticismo?A ancestralidade do agnosticismo secular ateu moderno pode ser rastreada até os sofistas e Sócrates no século V a.C. Mas a fonte mais importante e imediata de tais idéias agnósticas foi certamente foi o inglês David Hume[5], e seu sucessor, Emanuel Kant, tornaram os principais inspiradores do movimento filosófico do agnosticismo. O termo ‘agnóstico’ foi cunhado pela primeira vez por ‘buldogue de Darwin’ o biólogo inglês Thomas Henry Huxley em 1984. Ela significa em grego (agnōstos) “desconhecido, incognoscível” Depois do famoso debate de Huxley em 1860 com bispo puritano Samuel Wilberforce, sobre se os homens vieram dos macacos. Esse foi um momento-chave na aceitação mais ampla da evolução e em sua própria carreira, para demostrar ainda mais sua amarga oposição a Wilberforce, ele morreu defendendo seu agnosticismo, baseado na evolução. Depois da morte de sua filha, amargurado, começou a defender uma espécie de darwinismo social. Mostrando a origem emocional das nossas dúvidas. A falta de certeza na existência de Deus.Fundamentalmente, os agnósticos não têm certeza sobre a existência de Deus. No entanto, isso vem em algumas formas diferentes. (a) A primeira é uma postura pessoal: “Não sei se Deus existe ou não.” Isso geralmente é chamado de agnosticismo fraco. Não faz nenhuma afirmação além do que os próprios agnósticos têm: INCERTEZA OU IGNORÂNCIA. Eles podem pensar que podemos saber, em princípio, se Deus existe ou não, mas eles não sabem. A premissa é a incerteza dogmatizada. A partir da filosofia cartesiana de Descartes:  que marcou a visão do movimento Iluminista, colocando a razão humana como única forma de existência. Descartes entendeu que ao duvidar, estava pensando, e por estar pensando, ele existia[6]. O agnosticismo é incerteza da dúvida, é a crença na incerteza. (b) A segunda é uma afirmação universal: “Não podemos saber se Deus existe ou não.” Isso geralmente é chamado de agnosticismo forte. Na verdade, é uma reivindicação de conhecimento. Ele faz a afirmação de que não há provas suficientes para que todos possam saber se Deus existe ou não. O agnóstico, admite que não sabe as respostas para algumas perguntas muito importantes, como a existência de Deus. Mas os cristãos afirmam saber sobre Deus, a criação e o que acontece após a morte porque Deus nos revelou nas Escrituras. A criação bíblica tem a vantagem de ser uma explicação real e logica; para a complexidade que vemos no universo. Temos todas as evidencias positivas, que comprovam o relato bíblico. Agnosticismo e ateísmoO agnosticismo costuma estar intimamente ligado ao ateísmo. Muitos ateus e agnósticos compartilham uma ‘falta de crença em Deus’ comum. Entre os ateus famosos estão o filósofo Friedrich Nietzsche e, entre os agnósticos, o ator Charlie Chaplin. Mas todos esses tipos de coisas “carecem de fé em Deus” – agnósticos e ateus, bem como qualquer outra filosofia anti-Deus. Para esclarecer, o que Richard Dawkins quis dizer na entrevista acima: ele usa uma escala de certeza de 1 a 7, O número 1 representando alguém certo de que Deus existe e 7 representando alguém certo de que Deus não existe. Onde Dawkins está? Na escala de 6.9. Essa é uma probabilidade muito baixa, praticamente zero. Isso mostra que ele é um Ateu de fato: “Não posso saber com certeza, mas acho que Deus é muito improvável, e vivo minha vida supondo que ele não está lá”… Ele continua: “Eu me considero na categoria 6, mas inclinado para a 7 – sou agnóstico apenas na medida em que sou agnóstico sobre as fadas no fundo do jardim.” Dawkins não apenas “carece de fé em Deus” como acontece com o ateísmo, naturalismo e secularismo. Em vez disso, ele tem quase certeza de que Deus não existe e diz que está convencido o suficiente para viver como se Deus não existisse. Mas, ele ainda pensa que não pode estar absolutamente certo sobre se Deus existe ou não. Existem vários motivos pelos quais os autoproclamados “agnósticos” e “ateus” não gostam de um ou de outro rótulo. No entanto, raramente há qualquer diferença no que cada um realmente representa. A maioria dos ‘agnósticos’ pensa que a probabilidade da existência de Deus é muito baixa e vive como se Deus não existisse. Agnósticos fortes são uma minoria. Aqueles que podemos rotular de “agnósticos ateus”, como Dawkins, negam a certeza absoluta a respeito de suas conclusões ateístas, mas eles pensam que é possível chegar a uma melhor explicação das evidências. Agnósticos fortes rejeitam essa afirmação. Eles pensam que a questão da existência de Deus é irrespondível. É uma posição baseada na fé cega construída inteiramente em especulação. Agnosticismo: o ponto de partida adequado?O agnóstico Robin Le Poidevin propõe que o “AGNOSTICISMO FRACO” deve ser o ponto de partida para todos: “Não deve haver nenhuma presunção de ateísmo e, na verdade, nenhuma presunção de teísmo. A posição inicial deve ser agnóstica, o que significa que teístas e ateus compartilham o ônus da prova[7].” Se temos um dever moral objetivo de presumir qualquer coisa sobre a existência de Deus, tal dever em si constitui evidência de Deus. Mas observe a força ética em sua declaração; “A posição inicial deve ser agnóstica”. Por que devo presumir ignorância sobre a existência de Deus?Essa é a única maneira de dar a todas as reivindicações um julgamento justo?Vejamos as respostas: Primeiro, isso simplesmente não é verdade; o agnosticismo é um preconceito: portanto, não está menos livre dos perigos do preconceito da confirmação do que o teísmo ou o ateísmo. Se presumimos não saber se Deus existe, podemos tratar a verdade superficialmente e preservar indevidamente uma pretensa neutralidade entre as opções. Em segundo lugar, de dentro do agnosticismo, isso equivale apenas a uma recomendação, não a uma obrigação. O agnosticismo não pode fundamentar a moral objetiva. O teísmo, por outro lado, é a única opção que pode fundamentar a obrigação moral. Como tal, se temos um “dever moral objetivo” de presumir qualquer coisa sobre a existência de Deus, tal dever em si constitui evidência de Deus. E visto que Deus é o bem supremo, se Ele nos ordenasse presumir qualquer coisa, Ele nos ordenaria presumir a verdade, ou seja, que Deus existe. O Agnosticismo de todas as variedades rejeita veementemente as declarações “Eu sei que Deus existe” e “Eu sei que Deus não existe”. A afirmação de agnosticismo de Dawkins mostra por quê: “Eu sou agnóstico apenas na medida em que sou agnóstico sobre as fadas no fundo do jardim.”[8] Poucas pessoas na linguagem comum teriam qualquer hesitação em dizer “Eu sei que fadas não existem”. Mas Dawkins se confessa agnóstico sobre a existência de fadas. Porque? É teoricamente possível que as fadas possam existir em algum lugar que não examinamos. Este é um uso estranho da linguagem. Dawkins sabe disso, e provavelmente é por isso que ele prefere se chamar de ateu. Por exemplo, eu sei que tenho a mão esquerda. Posso ver, sentir e usar. Mas não posso descartar a possibilidade teórica de que não tenho a mão esquerda e de que estou conectado à Matriz, o que estimula meu cérebro a me fazer acreditar que tenho a mão esquerda. E, no entanto, praticamente ninguém vai dizer que estou errado por dizer “Eu sei que tenho a mão esquerda”[9]. Da mesma forma, se um ateu diz “Eu sei que Deus não existe”, ele não está dizendo que seu ateísmo está além de todas as dúvidas possíveis. Da mesma forma para o teísta que diz ‘Eu sei que Deus existe’. Não precisamos de certeza absoluta para dizer que sabemos algo, embora tempos a certeza absoluta. Agnosticismo: além de qualquer dúvida razoável?Mas poderia o agnóstico apenas exigir um alto nível de certeza para justificar a afirmação de saber se Deus existe ou não? Para o agnóstico forte, isso significaria que ninguém pode saber além de toda dúvida razoável se Deus existe ou não. Mas, para saber disso, o agnóstico forte precisaria de um conhecimento praticamente exaustivo do que todos podem saber sobre Deus! E visto que o teísmo (e o ateísmo) podem ser postos em dúvida, algumas pessoas podem estar em uma posição melhor para saber se Deus existe do que outras. Algumas pessoas podem ter uma compreensão melhor das evidências do que outras, ou (se Deus existe) Deus pode ter se revelado claramente a algumas pessoas. Agnósticos fortes são apenas pessoas comuns; eles não podem saber o que todos podem saber sobre Deus. No entanto, não podem os agnósticos fracos ainda exigir níveis extremamente altos de certeza para justificar saber se Deus existe ou não? Afinal, eles podem estar em uma situação difícil para saber se Deus existe ou não. Isso também traz vários problemas. (a) Deus existe ou não. E teísmo e ateísmo implicam em mundos totalmente diferentes. O ateísmo é um mundo sem propósito, sem significado, sem beleza e sem valor objetivo. O teísmo espera que a ciência mostre a existência de Deus, pois a criação evidencia isso. Mas isso contradiz o forte agnosticismo, que implica que os mundos teísta e ateísta devem ser indiscerníveis. Isso também significa que o agnosticismo fraco é falho. As implicações totalmente diferentes do teísmo e do ateísmo tornam irracional permanecer agnóstico para sempre. b) O agnóstico fraco pode ser incrivelmente incrédulo em relação à evidência de Deus.Por exemplo, a maioria dos muçulmanos rejeita a historicidade da morte de Jesus por crucificação com base no Alcorão (por exemplo, Sura 4: 157), apesar do fato de haver evidências contundentes de que Jesus morreu por crucificação. Os muçulmanos se recusam a aceitar uma verdade óbvia devido a um compromisso anterior profundamente arraigado. Se tantas pessoas podem ficar cegas para verdades bem evidenciadas devido a um preconceito defeituoso, não é difícil ver que o mesmo é possível para o agnóstico[10]. Deus não tem o dever de se tornar constantemente óbvio para os pecadores que O rejeitam consistentemente. Aqueles que creem Deus, dá as provas, aqueles que não creem, Deus oculta as provas. A fé tem suas recompensas: Hebreus 11:6 “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. (c) O agnosticismo assume que sua posição supostamente pobre de saber sobre Deus é permanente. A agnosticismo mostra que a capacidade de uma pessoa de saber verdades flutua com a mudança das circunstâncias. Pode ser que eles já estivessem em uma posição melhor para saber ou que venham a estar em uma posição melhor para saber. A habilidade do agnóstico fraco de saber sobre Deus é, em princípio, provisória. Finalmente, uma postura obstinada de dúvida em face da incerteza não é muito razoável. Por exemplo, Jesus disse: “Pedi e ser-vos-á dado; Procura e acharás; batei e ser-vos-á aberto” (Mateus 7:7). O salmista disse: “Oh, prove e veja que o Senhor é bom!” (Salmo 34:8). Vale a pena apreender a bondade de Deus e Ele está disposto a responder àqueles que O buscam. Como tal, mesmo que haja incerteza razoável, isso não pode ser traduzido (e como Deus existe, certamente não deve traduzir) em dúvida razoável. Agnosticismo e a “ocultação” de DeusSerá que a natureza de Deus nos impede de saber se Ele existe ou não? Afinal, não podemos ver ou tocar Deus. Mesmo assim, a resposta é não. Não podemos ver ou tocar os elétrons, mas isso não nos impede de saber que eles existem. Tantas outras coisas que não vemos e não podemos tocar, não impede de saber que elas existem. Também não importa se não possamos conhecer a Deus exaustivamente. Não precisamos saber tudo sobre carros ou estrelas para saber se eles existem. Mas Deus não tem que se dar a conhecer a todos o suficiente para torná-los culpados por não crer nEle? Ele o faz, e a Bíblia diz que Ele o faz (Romanos 1: 18–20, a criação, mostra os seus atributos e eterno poder, para que todos fiquem inculpáveis. Deus não é obscuro e arbitrário no que Ele deseja de nós. Ele é claro sobre isso em sua palavra. No entanto, a Bíblia não diz que Deus é sempre óbvio para todos. Nem seria necessário que Deus tornasse as pessoas moralmente culpadas por rejeitá-Lo, elas fazem isso, por uma escolha livre. O salmo 14.1: “Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe“. A crença em Deus é uma escolha da condição do coração, de não querer saber. Deus não tem o dever de se tornar constantemente óbvio para os pecadores que o rejeitam consistentemente. Mas mesmo assim ele se encarnou, e viveu como homem, para oferecer a vida eterna a todos. João 1:14: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. Os cientistas cristãos que dedicam sua vida ao estudo ‘livro antigo’ (bíblia) cujos méritos os agnósticos consideram supersticiosas, tem vários PhD, em diversas áreas do conhecimento humano. Os cientistas criacionistas que têm carreiras fazendo ciência real exigem explicações científicas para coisas que deveriam ter explicações científicas. Mas eles percebem que, quando começamos a fazer perguntas históricas sobre coisas que aconteceram no passado, temos que olhar para a história em busca de uma resposta. E a bíblia tem as respostas. A Bíblia oferece uma estrutura para a compreensão do mundo diferente de qualquer outro livro. Isso explica por que o universo parece tão intencionalmente projetado e bonito em tantos aspectos, mas cheio de sofrimento e morte ao mesmo tempo. Ajuda-nos a compreender porque odiamos tanto a morte (se evoluímos e a morte é natural ou mesmo boa, por que deveríamos odiá-la e considerá-la antinatural?) E nos dá esperança de que um dia não haverá mais morte. Ajuda-nos a compreender porque temos uma consciência inata que condena o nosso pecado (o cristianismo não cria culpa, explica a nossa culpa e dá-nos uma forma de nos libertarmos dela) e aponta-nos para o Salvador, Jesus Cristo. CONCLUSÃO: O agnosticismo é uma filosofia mentirosa que acarreta incerteza sobre Deus. Frequentemente, está intimamente ligado ao ateísmo. No entanto, por amarrar o conhecimento muito intimamente à certeza, acaba sendo um preconceito contra Deus. O oposto da fé é a dúvida, não apenas a negação total. A resposta correta para duvidar de Deus não é reter a fé, mas esta: “Eu creio; ajude minha incredulidade!” (Marcos 9:24). Se os agnósticos estão realmente inseguros sobre Deus, então eles já podem ver que a fé em Deus não é irracional. O gnosticismo é indecisão (ficar em cima do muro) de tomar posição sobre a existência de Deus. O que está por traz é a incredulidade. O agnóstico é um cético, ele não acredita, ele não tem fé. Em vez que aparecer uma postura obstinada de dúvida, é melhor “correr” com a razoabilidade da crença em Deus com uma mente aberta. “Pois todo aquele que pede, recebe, e quem busca, acha; e quem bate, será aberto” (Mateus 7: 8). evidências devem sempre confirmar nossas crenças. Os agnósticos de Atos 17:22-34 Então Paulo levantou-se na reunião do Areópago e disse: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio. “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas. De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós. ‘Pois nele vivemos, nos movemos e existimos’, como disseram alguns dos poetas de vocês: ‘Também somos descendência dele’. “Assim, visto que somos descendência de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginação do homem. No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. Quando ouviram sobre a ressurreição dos mortos, alguns deles zombaram, e outros disseram: “A esse respeito nós o ouviremos outra vez”. Com isso, Paulo retirou-se do meio deles. Alguns homens juntaram-se a ele e creram. Entre eles estava Dionísio, membro do Areópago, e também uma mulher chamada Dâmaris, e outros com eles. [1] https://www.telegraph.co.uk/news/religion/9102740/Richard-Dawkins-I-cant-be-sure-God-does-not-exist.html [2] https://www.theguardian.com/world/2012/feb/13/militant-secularisation-christianity-lady-warsi [3] Warsi afirmou: “Para mim, um dos aspectos mais preocupantes desta secularização militante é que ela é profundamente intolerante em seu âmago e em seus instintos. Ele demonstra características semelhantes aos regimes totalitários… Muitas vezes há suspeita de fé em nosso continente que depende de um equívoco básico – que para criar igualdade e espaço para as minorias, precisamos apagar nossa herança religiosa.” (www.guardian.co.uk/world/2012/feb/13/militant-secularisation-christianity-lady-warsi) [4] O Prêmio Templeton é um prêmio anual concedido a uma pessoa viva, na avaliação dos juízes, “cujas realizações exemplares avançam a visão filantrópica de Sir John Templeton: aproveitando o poder das ciências para explorar as questões mais profundas do universo e o lugar e propósito da humanidade dentro dele. Dado a alguém que ajudou no progresso da religião. [5] A crítica de Hume é encontrada em seu Inquiry Concerning Human Understanding (publicado pela primeira vez em 1748 sob outro título), que tenta, na maneira de Locke e mais tarde Kant, para determinar os limites do conhecimento possível do homem, e em seus Diálogos póstumos sobre a religião natural (1779). https://www.britannica.com/topic/agnosticism/Historical-antecedents-of-modern-agnosticism [6] Não sabemos’ deve ser apenas o primeiro passo no processo científico. A falta de conhecimento deve lançar o cientista, sempre cético e em busca da verdade, a testar e retestar hipóteses, propor novas teorias e, geralmente, se engajar em uma busca incansável pelo conhecimento. Em certa época, não sabíamos como o sangue circulava pelo corpo, por que as bactérias se tornaram resistentes à penicilina e outras drogas, ou o que a maior parte do genoma fazia (por isso foi erroneamente chamado de ‘DNA lixo’). Mas a ciência descobriu isso (ou está em processo de descobrir, em relação ao último). [7] Le Poidevin, R. Agnosticism: A Very Short Introduction , Oxford University Press (Kindle Edition), Kindle Locations 1010–1011, 2010. [8] Dawkins, R., The God Delusion , Mariner Books, New York, pp. 73-74, 2008 [9] Alguns céticos filosóficos podem insistir nesse ponto, dizendo “não podemos saber de nada” ou “não podemos saber de nada com certeza”. No entanto, ambas as afirmações são autorrefutáveis. Se não podemos saber nada (com certeza), então não podemos saber que essa afirmação está correta (com certeza). E não há razão para pensar que essas declarações sejam as únicas exceções à regra (isto é, ‘não podemos saber nada (com certeza) exceto esta proposição ‘); não há nada nessa afirmação que nos pareça unicamente verdadeira. Parece que sabemos muitas coisas e não podemos viver como se nada soubéssemos. Pode até haver algumas coisas que podemos saber com certeza (como, por exemplo, nossa própria consciência de sentir dor em um determinado momento). O ceticismo filosófico é implausível e inviável. [10] O agnóstico pode, é claro, replicar que isso pode ser verdade para qualquer ponto de vista, e ele estaria certo. Mas isso apenas prova que precisamos ser cuidadosos sobre como avaliamos as evidências se quisermos saber a verdade, não que o agnóstico seja justificado em sua ignorância.
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