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DE QUEM SOMOS ESCRAVOS?

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INTRODUÇÃO

Recentemente tivemos um caso nos E.U.A que acabou por provocar um alvoroço em muitos lugares, inclusive no Brasil. O caso de um homem negro que foi morto por um policial. Este acontecimento foi um start para que muitos se aproveitassem e cometessem outros crimes. No entanto, também foi mais um fato que fez com que velhos assuntos como racismo e esscravidão viessem a tona.
De fato, quando olhamos para um período de nossa história em que homens eram escravizados e humilhados por sua cor, nós nos entristecemos e reprovamos tal comportamento que é uma distorção da verdade bíblica de que todo homem é criado a imagem e semelhança de Deus.
Porém, hoje esse tipo de escravidão permanece apenas em vestígios, aqui ou ali você encontra uma denúncia ou algo do tipo, mas são coisas que chegaram ao fim, pelo menos em nosso país.
No texto que acabamos de ler, Paulo continua a falar de uma escravidão, mas uma escravidão que é muito mais impactante do que a escravidão dos negros ou a dos judeus, pois essa escravidão vai refletir na eternidade do homem. E é sobre esse assunto que gostaria de falar com os irmãos nesta noite, respondendo a seguinte pergunta: DE QUEM NÓS SOMOS ESCRAVOS?
v.15-16 A VIDA DEBAIXO DA GRAÇA NÃO É LIBERDADE PARA PECAR
Paulo inicia dizendo “E DAÍ?”, o que poderia também ser traduzido como sendo assim, consequentemente. O que ele está fazendo é ligando o que ele vai dizer com aquilo que ele disse anteriormente (v.14).
Primeiramente precisamos entender que a relação do crente com a lei sofre mudanças, podemos dizer que há um aspecto de continuidade e descontinuidade nessa relação.
A resposta de Paulo é um não absoluto (não há brechas, não há exceções). A vida debaixo da graça é incompatível com uma vida de pecados.
Isso é muito importante diante da verdade de que, ainda em nossos dias, muitas pessoas tratam a graça de forma superficial, como um sinal verde para vivermos como bem entendemos (GL 5: 13). Mais adiante Paulo vai mostrar que a liberdade que nos foi dada pela graça em Cristo, coloca-nos debaixo de uma outra escravidão.
No v.16 Paulo vai dizer que se os seus leitores voltassem a prática do pecado, logo, eles se tornariam escravos do “senhor pecado”. Paulo vai dizer que aquele para quem você se apresenta para obedecer, torna-se o seu senhor.
É importante pararmos aqui e fazermos algumas observações importantes:
Paulo está deixando claro que nenhum homem é livre, pois todo homem serve a um senhor, sendo escravo desse senhor (doulos, alguém que se submete a vontade do outro).
APLICAÇÃO: Eu quero chamar sua atenção para o texto de João 8: 33-34. O pensamento daqueles Judeus é o pensamento do mundo ao nosso redor. Os homens se sentem livres, e buscam incessantemente a liberdade de leis e responsabilidades (queremos ser livres para fazer do meu corpo o que eu quiser; quero ser livre para me drogar sem ser preso; quero ser livre para ser homem ou ser mulher). Essa suposta liberdade que buscam, na verdade demonstram a escravidão na qual se encontram.
2. Essas pessoas se esquecem que toda escravidão dará a elas um pagamento no final, elas receberão de quem serviram o salário de sua obediência. Paulo deixa claro neste capítulo qual o pagamento que os escravos do pecado vão receber (v. 16b; 23a).
APLICAÇÃO: Meus irmãos, o pecado é um senhor que se apresenta com boa lábia, sedutor e conquistador, mas na verdade ele é enganador e mentiroso (exemplo do patrão que engana na hora da entrevista) no caso da escravidão do pecado, o homem sozinho não consegue sair dela, e quando abrir os olhos vai ser tarde demais, o salário vai chegar.
MAS HÁ UMA CHANCE, HÁ UM OUTRO SENHOR, HÁ UMA OUTRA ESCRAVIDÃO
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