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Sem título Sermão (9)

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Não é proposito do autor oferecer somente regras de hermenêutica mas também orientações, sugestões, ajudas : “É difícil determinar regras para a hermenêutica. Portanto, o que oferecemos no decorrer dos capítulos seguintes são diretrizes.”(Gordon D. Free & Douglas Stuart, 2011, p. 40).
  O prefácio à edição apresenta os seguintes propósitos do livro:
1. Compreensão dos diversos gêneros literários presentes na Bíblia e sua correta leitura e interpretação.
2. Ajudar a apreciar as diferenças de cada gênero e ler de modo inteligente e proveitoso todo a Bíblia.
3. Não sermos apenas estudiosos da Bíblia mas também buscarmos compreender e aplicar em nossas vidas. “A Bíblia é a Palavra eterna de Deus. Leia-a, compreenda-a, obedeça-lhe ”(Gordon D. Free & Douglas Stuart, 2011, p. 22).
4. Ajudar a igreja nas questões de aplicação. Transpor o abismos hermenêuticos entre aqui e antigamente, bem como, entre estudiosos e leigos. Correta exegese para uma boa hermenêutica.
  Nos primeiros seis capítulos os autores têm seguido e cumprido os propósitos do livro. Os leitores são levados a ter o cuidado e o desejo a buscar e chegar ao “significado claro do texto.” . Se todo leitor é interprete, o que precisamos saber para ler e interpretar a Bíblia da maneira correta?
 O autor não busca solucionar todos os problemas que envolvem as interpretações bíblicas, mas ele presenteia seus leitores com sugestões funcionais que nos levam a pensar exegeticamente e com maior precisão hermenêutica.
  Logo na introdução do livro é abordado temas essenciais para dar uma boa base para a leitura correta das escrituras: “Todo leitor é interprete”, “A natureza da escritura”, “Exegese”, “Contexto histórico”, “Contexto literário”, “Perguntas de conteúdo”, “Ferramentas” e “A hermenêutica”.
Os próximos capítulos são diretrizes para uma boa hermenêutica. Somos ensinados sobre:
· Os princípios por trás das diversas traduções bíblicas. Os pontos fortes e fracos. O cuidado que devemos ter com as traduções. A necessidade de boas traduções. Pois a própria tradução já envolve interpretação do tradutor.
· A maneira correta de ler as epístolas. Diferença entre carta e epístola. A necessidade de fazer perguntas corretas ao texto para um correto entendimento. Ter uma visão panorâmica da epístola. Compreender o contexto. Seguir o argumento capitulo a capitulo. Pensar em parágrafos. Buscar o ensino da passagem.
· A hermenêtica comum que há entre a maioria dos crentes, pontos fracos e fortes. Diretrizes para as áreas onde a hermenêutica é inadequada.
· O emprego apropriado das narrativas do antigo testamento . O Deus que cria, o Deus que salva, o Deus que escreve a história, o Deus que age, controla. Os erros comuns nas narrativas.
· A forma correta de se ler o livro de Atos. Os problemas e divisões causados pela leitura incorreta de Atos. Propósitos do livro de Atos.
Nos primeiros seis capitulo é correto afirmar que o autor alcançou os propósitos previamente estabelecidos . Este livro: “Entendes o que lês?” Nos forneceu um guia para entender a Bíblia com auxilio da exegese e da hermenêutica.
c) Qual foi o aspecto mais forte do texto? E o mais fraco? (faça uma análise crítica. Todo material possui aspectos fortes e fracos que precisam ser discutidos – 200 a 500 palavras)
Gostaria de destacar a preocupação especial do autor com os diversos gêneros literários presente nas escrituras. Dentro deste escopo foram abordados os diversos gêneros e as particularidades de cada um. Foram fornecidas ferramentas preciosas para uma correta leitura e interpretação das escrituras. Faz toda diferença ler uma narrativa como narrativa, com os cuidados devidos com as particularidades de uma narrativa. Ler as epístolas como epístolas, cartas como cartas.
  Todos somos confrontados sobre a importância de uma boa hermenêutica e os perigos de hermenêutica deficiente, porque todos os leitores da bíblia são interpretes, ainda que não sejam pastores e mestres. A partir da nossa exegese e hermenêutica extrairemos do texto bíblico a Palavra de Deus para nossas vidas . Se erramos na interpretação certamente erraremos na nossas vidas, erraremos na prática daquilo que Deus quer de nós. Isto se torna ainda mais grave quando somos mestres e pastores ou estamos envolvidos de alguma forma no ensino. O autor nos chama a atenção para os mais diversos problemas de interpretação e divisões que foram causados na igreja por causa de uma hermenêutica deficiente . Ao nos depararmos com a pergunta: “Entendes o que lês ?” somos confrontados pelo autor se de fato temos entendido a intenção do Autor das escrituras. Todos somos interpretes. A questão crucial é: somos bons ou mal interpretes?
  Como aspecto mais fraco gostaria de mencionar o capitulo 2 ” Ferramenta básica: uma boa tradução”. É um ótimo capítulo, com muita riqueza de conteúdo, porém deixa a desejar, por não tratar especificamente de traduções equivalentes no português. Desta forma perdemos algumas preciosas instruções que não se aplicam a nós. Ainda que tal situação foi previamente explicada no prefácio.
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