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2 Pe 2.1 | IPVM no Lar

Exposição 2 de Pedro   •  Sermon  •  Submitted
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Todo o conteúdo desse estudo, foi extraído do Comentário Epistolas de Pedro e Judas, da Cultura Cristã. Aqui você encontra um breve resumo de 2Pe 2.1

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2 Pe 2.1 | IPVM no Lar

2.1 Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.
2 E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade;
3 também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme

A. Heresias Destruidoras

2.1
O tópico que Pedro discute nesse capítulo parece ser o oposto do tema desenvolvido no capítulo anterior.
No capítulo 1, Pedro menciona de passagem a influência perniciosa de falsos mestres, quando garante aos leitores que os apóstolos não seguiam “fábulas engenhosamente inventadas” (v. 16).
Ele deixa implícito que essas histórias, fruto de mestres que se opunham a Cristo, estavam circulando pela comunidade cristã de um modo geral.
Quando consideramos os falsos ensinamentos com os quais a igreja primitiva tinha que lidar, podemos entender o desejo de Pedro de encorajar os crentes a serem fortes em sua vida espiritual.
Pedro oferece toda a munição necessária para os cristãos terem sucesso em sua oposição aos falsos mestres e derrotá-los em seus propósitos.
Ele adverte os cristãos sobre a guerra na qual devem lutar e os equipa com uma armadura espiritual para resistir e dispersar as forças que se opõem ao Cristianismo.
Para Pedro, é chegada a hora de retratar os inimigos de Jesus Cristo.
Nos três primeiros versículos desse capítulo:
ele traça os objetivos desses falsos mestres (v. 1),
mostra o resultado que estão buscando com suas atividades (vs. 2,3a)
e cita sua condenação e destruição iminentes (v. 3b).
2.1 Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres,
Pedro introduz um novo assunto, que é familiar a qualquer um que conheça a história de Israel.
Ao mencionar o termo falsos profetas, Pedro pode recordar a luta espiritual na qual Israel tinha se envolvido no passado.
Esses profetas eram falsos por dois motivos:
Por causa de sua mensagem e por se apropriarem do ofício profético.
Assim como havia falsos profetas em Israel, Pedro escreve que “haverá falsos profetas no seu meio”.
Observe que ele usa o tempo futuro para advertir o povo sobre a vinda de falsos mestres.
Ele está ciente de sua presença e sabe que outros virão.
1b  os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.
Atente para as seguintes perguntas:
a. Qual é o objetivo desses mestres?
Pedro traz à luz suas práticas e motivos, quando revela que esses falsos mestres “introduzirão heresias destruidoras”.
De maneira furtiva e maliciosa, eles entram na comunidade cristã e disseminam suas heresias.
b. O que são heresias?
A palavra heresia é derivada do verbo grego que significa tomar alguma coisa para si, escolher ou preferir.
Refere-se a um determinado pensamento ou ação que um indivíduo escolhe ou que um grupo de pessoas adota como regra de fé ou modo de vida.
O resultado inevitável é o ato da separação, que dá ao termo heresia uma conotação desfavorável.
Assim, os fariseus separaram-se do povo judeu e os cristãos eram conhecidos como uma seita (At 24.5,14; 28.22);
c. Qual é o resultado?
Pedro não deixa dúvidas de que usa o termo heresia com um sentido negativo, pois diz que os falsos mestres “introduzirão heresias destrutivas”.
O texto literal é “heresias de [para] destruição”.
Os falsos mestres, portanto, entravam sorrateiramente na comunidade cristã trazendo heresias criadas para destruir a vida espiritual e moral dos cristãos.
O termo destruição aparece ainda no final desse versículo.
Pedro escreve que, por causa de suas atividades anti-cristãs, esses falsos mestres trazem “trazendo sobre si mesmos repentina destruição”.
Ao entrarem furtivamente na igreja com o propósito de destruir os membros através de suas falsas doutrinas, esses mestres destroem a si mesmos.
Na verdade, estão em uma missão suicida.
d. Os falsos mestres eram antigos membros da igreja?
A resposta a essa questão deve ser afirmativa.
Pedro escreve que esses mestres chegaram “até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou”.
Observe que Pedro acrescenta enfaticamente a expressão ao ponto.
Além de subverterem os crentes, esses professores continuam a dizer que não querem nada com o Soberano Senhor que os resgatou.
A expressão Soberano Senhor aplica-se tanto a Deus (Lc 2.29; At 4.24; Ap 6.10) quanto a Cristo (Jd 4).
A Jesus foi dada toda a autoridade e poder no céu e na terra (Mt 28.18).
No grego, a palavra usada para Soberano Senhor é despotēs, de onde vem o derivativo déspota.
Ela está intimamente ligada ao verbo comprar.
No Novo Testamento, esse verbo grego aparece 25 vezes num contexto comercial, “mas, em outras cinco ocasiões, descreve o ‘resgate’ de cristãos. Isso reflete claramente a terminologia contemporânea do mercado de escravos (ver 1Co 6.20; 7.23; 2Pe 2.1; Ap 5.9; 14.3 [redimido]).
Com seu sangue, Cristo comprou seu povo para que este possa fazer a sua vontade.
Porém, os falsos mestres que se recusam a obedecer a ele demonstram insolência extrema para com o Soberano Senhor.
Assim como um mestre que comprou escravos espera sua obediência, assim também Jesus, como Soberano Senhor, comprou seus servos e exige obediência.
Todavia, ao invés de obedecerem a Jesus, esses servos continuam a rejeitá-lo (comparar com Hb 10.29).
Eles são “apóstatas cristãos que rejeitaram seu Mestre”. Em seu devido tempo, Jesus os destruirá repentinamente.
Considerações doutrinárias em 2.1
A oração que os resgatou apresenta certas dificuldades para o intérprete.
Podem aqueles a quem Cristo redimiu se desviar? Os falsos mestres perderam sua salvação?
Alguns comentaristas afirmam que “Cristo os comprou com o altíssimo preço de seu sangue para serem seus para sempre”. Mas o fato de esses mestres terem diante de si uma destruição repentina contradiz essa interpretação.
Ao comentar essa oração, Henry Alford afirma com segurança: “Nenhuma declaração sobre a redenção universal pode ser mais clara do que esta”.
Mas se Jesus tivesse dado a esses mestres vida eterna, eles não teriam se desviado.
As Escrituras ensinam claramente que aqueles a quem Jesus deu vida eterna “jamais perecerão” (Jo 10.28; ver também Rm 8.29,30,32–35; Ef 1.3–14).
Apesar de a morte de Cristo ser suficiente para redimir o mundo todo, sua eficácia só pode ser vista no povo escolhido de Deus.
Os falsos mestres receberam a graça salvífica de Deus?
Ao que parece, não, pois repudiaram Cristo.
Se observarmos as palavras “renegarem o Soberano Senhor que os resgatou” à luz do contexto mais amplo, descobrimos uma pista.
Notamos que em certa ocasião esses falsos mestres confessaram o nome de Cristo, pois afirmaram conhecê-lo, bem como os caminhos da retidão (2.20,21).
Eles afirmaram que Jesus os havia comprado, mas acabaram rejeitando Cristo e deixaram a comunidade cristã.
Como João escreve: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos". (1Jo 2.19; ver também Hb 6.4–6; 10.26–29).
Desse modo, sua negação de Cristo mostrou que não eram redimidos.
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