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2 Pe 1.19-21 | IPVM no Lar

Exposição 2 de Pedro   •  Sermon  •  Submitted
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Todo o conteúdo desse estudo, foi extraído do Comentário Epistolas de Pedro e Judas, da Cultura Cristã. Aqui você encontra um breve resumo de 2Pe 1.16-21

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2 Pe 1.19-21 | IPVM no Lar

16 Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade,
17 pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
18 Ora, esta voz, vinda do c céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo.
19 Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração,
20 sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;
21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

1. Certeza

19 Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração,
No segmento anterior, o enfoque de Pedro foi sobre a palavra falada de Deus o Pai.
Nesse versículo, ele se concentra na palavra escrita da profecia, a saber, as Escrituras do Antigo Testamento.
A questão nesse versículo é se as Escrituras do AT são confirmadas pelos ensinamentos dos apóstolos ou se a mensagem dos apóstolos é confirmada pelo Antigo Testamento.
a. Traduções.
A marca de toda a proclamação do NT é que para ela é imprescindível o recurso ao AT, ou seja, a ação de Deus com o povo da aliança e seu falar na palavra dos profetas. Tanto nos evangelhos como nos discursos de Atos dos Apóstolos e nas cartas dos apóstolos todo leitor da Bíblia depara-se constantemente com palavras citadas do AT.
Isso significa que o Antigo Testamento sustenta o ensinamento dos apóstolos.
b. Advertência.
Pedro escreve: “e fazeis bem em atendê-la”.
O que é essa palavra profética?
Alguns estudiosos a interpretam como sendo as profecias messiânicas no Antigo Testamento.
Outros explicam que está relacionada ao Antigo Testamento como um todo (compreendido como profecia quanto à vinda do Messias).
Outros, ainda, dizem que ela aponta para as profecias tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
O contexto imediato parece indicar que Pedro tem em mente as profecias das Escrituras.
Pedro compara a “palavra” a “uma luz que brilha num lugar escuro”.
À noite, a luz atrai nossos olhos imediatamente, pois nos possibilita enxergar.
A luz dissipa as trevas e torna tudo visível.
Não olhamos diretamente para a luz, mas a usamos para observar os objetos que ela torna visíveis.
Pedro escreve que a palavra profética continua a brilhar num lugar escuro.
Isso traz à mente a imagem das terríveis condições nas quais se encontram as pessoas que vivem em trevas espirituais; sobre elas, brilha a luz da Palavra de Deus.
c. “ até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração, ”.
Qual é o significado da palavra dia?
Ela deve ser interpretada em relação ao termo estrela da alva.
Pedro aponta para o dia da volta de Cristo.
Com a expressão estrela da alva, que em grego transliterado é phōsphoros (aquele que traz a luz), ele aponta para Cristo e sua volta um dia.
Pelo fato de as palavras serem simbólicas, não podemos esperar que Pedro escreva que a estrela da alva se levanta antes do amanhecer (conforme a seqüência natural).
Mas os termos dia e estrela da alva são descrições poéticas da vinda de Cristo e não implicam, necessariamente, uma seqüência.
Assim como outros autores, Pedro exorta os leitores a estarem atentos para a palavra profética das Escrituras e fazê-lo com referência à volta iminente de Cristo.
O que significam as palavras seus corações?
Não é secreto, é convicção.
A segunda vinda de Cristo é um acontecimento que todos os olhos verão.
Não é algo que acontece secretamente dentro do coração dos crentes.
Esse conhecimento é guardado pelo crente em seu coração enquanto ele espera pela aparição real e objetiva de Jesus Cristo.

2. Origem

20 sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;
Eis um importante ponto da doutrina que Pedro introduz com as palavras sabendo, primeiramente.
Antes de estudarmos as várias interpretações desse versículo, podemos aceitar o comentário de Pedro de que os leitores devem saber para que servem as Escrituras, isto é, precisam saber que as Escrituras não vieram da mente humana.
Pedro se expressa da seguinte forma: “que nenhuma profecia da Escritura
Nos versículos 16 a 19, Pedro discute a origem da mensagem apostólica; o versículo 21, que flui diretamente do versículo anterior e está intimamente ligado a ele, revela a origem divina das Escrituras.

3. Fonte

21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.
Eis uma frase belamente equilibrada que expressa um contraste no qual o ser humano é passivo e Deus é ativo.
Ela revela esse contraste de modo negativo e positivo. Ao tomar a seqüência das palavras no grego, vemos o seguinte paralelo:
Passivo Passivo
pois mas
as profecias [homens]
jamais tiveram sua origem conduzidos pelo
na vontade Espírito Santo
do homem
Ativo
[homens] falaram
o que veio de Deus
Observe esses pontos:
a. Negativo.
Pedro começa sua declaração sobre a origem e a fonte das Escrituras dizendo que elas não vieram a existir pela vontade humana.
Com esse comentário de abertura, ele encontra apoio no Antigo Testamento, que afirma enfaticamente que a verdadeira profecia jamais se origina no ser humano.
Pedro diz que a vontade humana não originou a profecia.
Ele usa um absoluto quando escreve o termo jamais. Em nenhum momento na formação das Escrituras a vontade do homem prevaleceu. Pelo contrário, a profecia vem de Deus.
b. Positivo.
Assim, Pedro afirma que a profecia veio a existir pelo Espírito Santo.
Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento declaram que os homens que falaram e escreveram tiveram consciência de que o Espírito Santo estava operando neles.
c. Passivo.
No paralelo (acima), os verbos nas duas colunas principais são passivos e derivados do verbo conduzidos.
No grego, a expressão foi dada está no passado e indica que a composição da profecia por vontade humana jamais aconteceu.
Pelo contrário, o verbo falaram na segunda coluna é particípio do tempo presente no grego.
Esse particípio revela a atividade contínua do Espírito Santo, que moveu os homens na redação das Escrituras.
A palavra MOVIDOS, Essa figura de linguagem é usada no vocabulário náutico para indicar que um barco à vela é movido pelo vento.
O Espírito Santo usou seres humanos com seus talentos e visões, suas peculiaridades e características, protegendo-os do pecado e do erro.
O Espírito Santo está controlando o ser humano.
Assim, o texto é claro nesse ponto: na redação das Escrituras, o homem é passivo e o Espírito é ativo.
d. Ativo.
O verbo principal da última parte da frase é “falaram”. “Homens falaram o da parte de Deus”.
Observe que os homens são ativos, e não passivos, na formação das Escrituras.
Tendo em vista que Pedro usa o verbo falar, estamos certos de que inclui o conceito de escrever.
O grego, porém, revela que Pedro menciona o ato de falar (e escrever), mas não o conteúdo daquilo que é dito.
O conteúdo das Escrituras origina-se não no homem, mas em Deus.
Assim, Pedro diz: “homens falaram o que veio de Deus” (itálico nosso).
A mensagem que o homem transmite vem de Deus, pois Deus é a fonte das Escrituras.
Considerações doutrinárias em 1.20,21
Versículo 20
O Novo Testamento está repleto de versículos que encorajam o crente a examinar as Escrituras.
Os convertidos de Beréia, por exemplo, “receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram de fato assim” (At 17.11).
Mas se cada crente interpreta as Escrituras de acordo com sua própria visão, aplicando-a como lhe convier, serão incontáveis e extremamente diversas as explicações para uma única passagem.
Assim como rejeitamos o ensinamento de que só a igreja tem autoridade para interpretar a Bíblia, vemos também o perigo presente no exercício do puro individualismo.
Deus confiou sua revelação ao seu povo como um todo e, portanto, interpretar as Escrituras deve envolver a comunhão dos crentes. Juntos, os crentes de Beréia examinavam as Escrituras diariamente para verificar os ensinamentos de Paulo. Sigamos o exemplo desses primeiros cristãos.
Versículo 21
Essa é uma das passagens muito conhecidas da Bíblia que atestam diretamente em favor da inspiração das Escrituras.
Um outro texto, obviamente, é 2 Timóteo 3.16: “Toda Escritura é inspirada por Deus”. Os dois textos revelam que a origem das Escrituras é divina, pois o autor principal da Bíblia é o Espírito Santo. Porém, “a ênfase aqui não é colocada sobre o valor espiritual das Escrituras (apesar de que isso também estar presente no contexto), mas na confiabilidade divina das Escrituras”.

Resumo do capítulo 1

Depois de se identificar, Pedro saúda os leitores de sua carta com um cumprimento que expressa seu desejo de que cresçam em graça e paz no conhecimento de Jesus Cristo. Informa-os das grandes e preciosas promessas que Deus lhes deu. Ele os exorta a acrescentar à sua fé sete virtudes: bondade, domínio próprio, conhecimento, perseverança, piedade, fraternidade e amor. Ensina que serão ativos e produtivos em sua vida espiritual se aumentarem essas qualidades. Ele os encoraja a garantir seu chamado e eleição para que possam entrar no reino eterno de Cristo.
Pedro lembra aos leitores a verdade que possuem. Ele deseja reavivar a memória dos leitores, especialmente porque sua vida aqui na terra é curta. O apóstolo revela que Jesus Cristo lhe falou sobre sua morte iminente. Assim, ele se esforça diligentemente para lembrá-los das verdades espirituais.
Como os outros apóstolos, Pedro não prega fábulas sobre o poder e a vinda de Cristo. Ele prova a veracidade de sua mensagem apostólica ao relatar a transfiguração. Ele também pode testificar que ouviu a voz de Deus o Pai honrando seu Filho. A revelação de Deus é confirmada pela palavra profética das Escrituras, que foram inspiradas pelo Espírito Santo. Na verdade, os profetas foram movidos pelo Espírito quando falaram a Palavra de Deus.
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