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Perseverando até o fim

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PERSEVERANDO ATÉ O FIM
Introdução:
Em 1984 foi realizada às olimpíadas de Los Angeles (EUA). Sem sombra de dúvidas, essa foi uma das olimpíadas mais comentadas de todos os tempos, não apenas pelos recordes que foram quebrados ou pela tenção vivida na época entre Estados Unidos e União Soviética, mas também pelo que aconteceu na primeira maratona feminina da história dos jogos olímpicos.
Em um dia bastante ensolarado, cinquenta competidoras largaram com o propósito de alcançar a vitória tão desejada, após mais de duas horas de prova trinta e seis competidoras já haviam cruzado a linha de chegada, quando todos aguardavam a trigésima sétima competidora, uma grande surpresa tomou conta do estádio, despontava na última reta a suíça Gabrielle Andersen, debilitada, cansada, com os pés trôpegos e os joelhos enfraquecidos, aparentemente sem forças para terminar aquela corrida. Quando muitos presumiam que Gabrielle iria desistir, ela decide perseverar até o fim da corrida, e ao cruzar a linha de chegada, foi ovacionada por aqueles que testemunharam esse grande feito e também acolhida pelos seus cuidadores.
A história dessa mulher simboliza o que acontece na vida de muitos cristãos. Estamos em uma corrida na qual precisamos perseverar até o fim, mas a verdade é, que nessa carreira que nos foi proposta, alguns se encontram fracos, abatidos e tentados a retroceder. Porém, precisamos entender que devemos perseverar até o fim, pois o que nos espera depois da linha de chegada é muito maior do que qualquer empecilho que venhamos a enfrentar nesta vida.
O texto que nós lemos a pouco na carta aos hebreus, trata justamente sobre a necessidade de perseverança na vida do cristão. Mas antes de adentrarmos de forma mais profunda aos ensinamentos deste texto, precisamos compreender o contexto em que ele está inserido.
Contexto:
Não se sabe ao certo quem foi o autor dessa epístola. Muitos asseguram que foi o apóstolo Paulo, outros afirmam que nomes como Lucas, Apolo e Barnabé podem ser indicados a possíveis autores. Porém, ainda que não seja possível identificar quem a escreveu, podemos afirmar que a carta aos hebreus foi elaborada com o propósito de encorajar os seus leitores originais a perseverarem na caminhada cristã.
A carta foi escrita, provavelmente, antes do ano 70 d. C., uma época de grande perseguição aos cristãos. Eles estavam sendo renegados e importunados na sociedade em que viviam, muitos já haviam morrido martirizados, inclusive alguns dos apóstolos de Cristo. Outros estavam presos e prestes a caminharem pelo corredor da morte. E se isso não bastasse, alguns judeus não convertidos estavam tentando convencê-los a retornarem as antigas práticas do judaísmo, a serem guiados e ensinados por um sumo sacerdote humano, a queimarem novamente ofertas de sacrifícios pelos seus pecados, porque isso seria o certo a ser feito além de os livrar da perseguição que sofriam. É então, nesse contexto, que o autor dessa maravilhosa carta escreve os primeiros 9 capítulos indicando[1] e exaltando o ministério de Cristo, como aquele que é maior que os anjos (1. 5-14), como sumo sacerdote em excelência melhor e maior que o sacerdócio de Arão (5. 1-5), melhor e maior que o sacerdócio de Melquisedeque (7. 1-28), demonstrando também que Jesus era o cumprimento do templo (9. 1-11), era o sacrifício puro e perfeito vindo da parte do próprio Deus (9. 12-28), e do capítulo 10 ao 13, o autor apresenta os imperativos[2] sobre a necessidade de perseverança baseados nessas certezas sobre Jesus Cristo, mas é no capitulo 12 dos versos 1 a 13 que nós podemos contemplar o clímax dessa mensagem que demonstra claramente a maneira em que os cristãos podem e devem viver:
Tema: Perseverando até o fim (2x)
Palavra de transição: Como?
Anúncio das divisões: Considerando, aceitando e restabelecendo (2x)
1º) Considerando os sofrimentos de Cristo (v1-3);
O verso 1 do capitulo 12 é iniciado com uma conjunção conclusiva (portanto), e isso significa que há uma conclusão de uma ideia anterior. Observem que no capítulo 11 o autor vai escrever sobre alguns heróis da fé que existiram no Antigo Testamento com intuito de utilizá-los como exemplos de perseverança. Essa ideia se confirma na continuidade do verso 1 (também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas).
· A expressão “Nuvens de testemunhas”, no texto, traz a ideia de um grupo de pessoas que compartilharam, conheceram e experimentaram de situações proporcionais as quais os irmãos hebreus estavam passando e mesmo assim perseveraram até o fim.
Um outro ponto a ser observado é que o escritor aos hebreus está se utilizando, metaforicamente, da figura de um atleta olímpico grego, podendo ser comprovado por meio do uso de termos ligados as práticas olímpicas. Nos versos de 1 a 3 os cristãos seriam semelhantes a maratonistas e, que assim como em um estádio de provas, estariam rodeados por testemunhas que falavam e incentivavam por meio das páginas das escrituras[3]. Eles também deveriam agir de maneira semelhante aos maratonistas olímpicos que no momento da corrida deixavam para traz até mesmo as roupas do corpo para prosseguirem de forma mais leve. Por isso escreve: desembaraçando-nos de todo peso (tudo que é empecilho para caminhada cristã) e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta. Duas palavras neste versículo são de grande valor para compreendermos a ideia transmitida pelo autor:
· A palavra “corramos” (τρέχωμεν), na língua grega é um verbo no presente do subjuntivo ativo que expressa a ideia de uma ação realizada em constante desenvolvimento, em constante progressão e não apenas por um breve momento;
· A palavra “Carreira” (ἀγῶνα), na língua grega, tem o significado de um termo atlético do qual nós obtemos a palavra no português “agonia”, que define sentimentos como angústia, sofrimento ou aflição. Paulo utiliza essa mesma palavra em Filipenses (1.30) para se referir ao seu sofrimento.
A partir do verso 2, passamos a ver as principais maneiras em que os cristãos deveriam prosseguir na carreira que lhes foi proposta. E a primeira delas é considerando os sofrimentos pelos quais passou Cristo Jesus. Eles estavam vivendo em uma atmosfera de perseguições, tentações, e desejo de apostasia, porém, deveriam olhar para o supremo herói da fé, tendo em vista que muito mais Ele havia sofrido, pois em troca da alegria que lhe estava proposta suportou os flagelos da cruz. A cruz era a pior punição para um homem, um símbolo de maldição para os romanos e para os judeus () e Cristo a suportou por amor dos seus. Diferente do primogênito de Isaque (Esaú) que não suportou uma mísera fome e trocou a sua primogenitura por um prato de lentilhas (12.16), Jesus suportou tal maldição para ser o primogênito dentre muitos irmãos. O doutor Joel Beeke pregando na Conferência Fiel de 2012, disse que no momento da cruz Cristo foi rejeitado pelo céu, pela terra e pelo inferno (referindo-se as hostes malignas).
Jesus não fez caso da ignomínia[4] (vergonha) que lhe foi imposta e suportou todas essas coisas e hoje está assentado a destra de Deus pai. É por isso que o autor ressalta que o sofrimento de Cristo deveria ser considerado: “Considerai, pois, atentamente” (v3).
· A palavra “Considerai” (ἀναλογίσασθε) é um verbo (depoente) imperativo aoristo. Nos papiros, esta palavra é usada no sentido matemático de “tirar a soma” e claramente subentende uma avaliação cuidadosa.[5]
Isso deveria ser feito para que eles não sucumbissem nas provações (v3b), pois Jesus sofreu de forma incomparavelmente e é o maior exemplo de perseverança para os seus.
Ilustração:
É semelhante uma certa criança que conheço. Um dos seus sonhos é ser um famoso lutador de boxe e todos os dias ele assiste vídeos com partes dos filmes de Rocky Balboa regados pela empolgante música Gonna Fly Now tema do filme. Observa atentamente o quanto Rocky apanhava e sofria em suas lutas, mas não retrocedia e perseverava até alcançar a vitória. Ele então considera que Rocky é o seu maior exemplo e diz: eu quero ser igual a ele, suportar as porradas que ele suportou, mas ser vitorioso como ele foi.
Aplicação:
Essa deve ser a nossa atitude referente a Cristo, devemos considerá-lo e tomá-lo como nosso exemplo de perseverança diante de tudo que ele suportou, para que no momento que as provações nos tentarem a retroceder, Ele seja o nosso arquétipo, a nossa maior motivação, suportou, pois a substância da aflição enquanto nós cristãos suportamos apenas a sombra da aflição. Devemos também ensinar essa verdade a todos os irmãos que passam por profundas aflições e que se encontram abatidos, fracos e tentados a retrocederem na caminhada cristã.
Transição:
O autor não se detém apenas nesse ponto e demonstra que além de considerar os sofrimentos pelos quais Cristo passou e tomá-los como exemplo, os cristãos devem perseverar até o fim:
2) Aceitando os sofrimentos como instrução de Deus (v4-11);
Mais do que apenas fitarem os seus olhos nas provações, os leitores deveriam enxergar os sofrimentos como uma maneira de Deus instruí-los. Provavelmente, muitos dos cristãos hebreus se questionavam sobre o por que de tantas conturbações. É aí então que o autor vai direcionar o entendimento dos seus leitores para uma perspectiva além do temporal pelo qual passavam.
Os leitores precisariam perceber que a situação ainda não estava tão ruim como poderia ser: Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue (v4). Mais uma vez, um termo olímpico é utilizado.
· A expressão “resistido até ao sangue” (μέχρις αἵματος) vem da arena dos esportes. O autor vai de um esporte a outro, da imagem da corrida ao pugilismo. No boxe olímpico, o sangue desce das faces dos lutadores quando eles sofrem golpes violentos. Às vezes sérios ferimentos chegam a levar à morte.[6] E eles ainda não haviam chegado ao ponto de terem o seu sangue derramado de forma semelhante a Cristo e aos mártires.
Uma outra afirmação muito importante no texto é que os cristãos deveriam enxergar e aceitar os sofrimentos como disciplina paternal (v5). Disciplina no texto não deve ser entendido como uma ação de Deus em contrapartida a algum pecado ou falha específica dos irmãos Hebreus, pois o contexto não nos da base para essa interpretação, mas deve ser considerada como a maneira com que Deus prova e aperfeiçoa seus filhos. O texto de provérbios 3. 11-12 é citado para lembrá-los que a disciplina vinda de Deus tinha como objetivo aperfeiçoá-los (2.10). No contexto da literatura de sabedoria judaica, a disciplina era um sinal de amor de um pai por seus filhos.[7] Para os gregos, disciplina era um termo básico para educação, de modo que essa palavra naturalmente carregava o conceito de instrução moral.[8] E para o autor aos hebreus, a disciplina pela qual passavam os irmãos era um sinal do amor de Deus com o objetivo de instrui-los na caminhada cristã e demonstrar que eles eram seus filhos (v6), assim como tinha feito com o seu povo no deserto (). Essa afirmação deveria gerar no coração dos cristãos hebreus alegria e aceitação.
Para corroborar com essas afirmações, o autor apresenta no verso 8 a condição daqueles que não são filhos de Deus. O verso é formado inicialmente com uma conjunção (εἰ) que condiciona uma oração e é seguido de um indicativo (ἐστε). Essa construção traz a ideia de algo que pode se tornar real com o fato expresso na oração principal sendo confirmado: se estais sem correção... logo, sois bastardos e não filhos. A condição de serem filhos de Deus implicaria em passarem por provações, mas a falta delas significaria que eram bastardos (filhos gerados fora do matrimônio, fora da aliança). Além disso, o autor lembra-os que deveriam ter mais submissão ao Pai espiritual do que tinham pelos pais segundo a carne (v9), pois a disciplina dos pais segundo a carne era momentânea, segundo bem lhes parecia, mas a disciplina de Deus pai era para torná-los coparticipantes da sua própria santidade (v10). E ainda que a disciplina que estavam passando não parecesse apresentar nenhum motivo de alegria e sim de tristeza, produziria frutos de justiça (v11) os mesmos que habitavam em Cristo (1.9). Essa ideia se confirma na epístola de Tiago (1. 2-4).
As certezas sobre os propósitos das provações e aflições devem gerar também esperança em cada um de nós, ainda que não seja fácil passar por elas.
Ilustração:
Lembremo-nos pelo que passou João Calvino durante sua vida. Ele perdeu sua mãe aos 6 anos de idade e o pai aos 22. Se casou após os 30 com Idelette de Bruce, que lhe deu três filhos – todos morreram na infância. Com 9 anos de casamento, sua esposa também faleceu. Ele decidiu não se casar novamente. Sua saúde sempre foi frágil, às enxaquecas o perturbaram por 20 anos, sofria de artrite, gota, malária, pedra nos rins e tuberculose. Além de tudo isso foi perseguido pelos católicos e teve que fugir para Genebra. Calvino morreu aos 55 anos e apesar de tanto sofrimento, não encontramos em qualquer lugar que ele quis retroceder na sua caminhada cristã, pelo contrário, ele mesmo escreveu: Deus instrui os crentes pela instrumentalidade das aflições e consolida sua salvação (...) as aflições, portanto, não devem ser um motivo para nos sentirmos entristecidos, amargurados ou sobrecarregados.[9]
Aplicação:
Precisamos aceitar, enxergar os sofrimentos pelos quais passamos como prova do amor de Deus para conosco, afim de nos instruir e desapegar o nosso coração do mundo, nos fazendo ansiar pela eternidade. Precisamos apresentar essas afirmações a todos aqueles que conhecem apenas um deus nos moldes pós-modernos existencialistas que apoia o antropocentrismo trazendo somente felicidades, dinheiro, bens materiais, ascensão social e que não permite que os seus passem por problemas como tem sido pregado em muitas igrejas. Esse não é o verdadeiro Deus. O verdadeiro Deus é aquele que disciplina e corrige aqueles a quem ama (v6), é aquele que faz com que o seus passem pelo sofrimento para terem esperança (), Ele não nos livra dos vales sombrios, mas promete passar conosco por eles (), Ele também afirma que as provações nos tornarão bem-aventurados (). Tudo isso para o nosso aperfeiçoamento na carreira que nos foi proposta.
Transição:
Entretanto, o autor prossegue nos mostrando uma outra verdade a ser considerada. Que deveremos perseverar até o fim:
3º) Restabelecendo as forças para prosseguir (V12-13);
Eles estavam desanimados em meio às perseguições que vinham sobre eles e esse desconforto era paralisante e doloroso.[10] Naturalmente, muitos já se encontravam estáticos, sem forças, com a guarda baixa assim como um pugilista olímpico que depois de algum tempo lutando não consegue manter a sua guarda alta e se torna mais vulnerável, também como um maratonista que se encontra com os joelhos fracos e vacilantes após muito tempo de prova. Mas todo atleta, ainda que esteja sem forças, tem um treinador para orientá-lo e mostrar qual a melhor estratégia a ser seguida. Tendo em vista as declarações gerais que foram feitas a respeito dos sofrimentos pelos quais Cristo passou e da disciplina que demonstra o amor e cuidado de Deus, o autor inclui de forma clara e objetiva uma exortação direta aos seus leitores.
O verso 12 começa com uma conjunção coordenativa conclusiva (por isso) que exprime uma conclusão ou uma consequência referente a algo que foi dito anteriormente. As certezas expressadas deveriam levá-los ao fortalecimento pessoal e coletivo. Com o objetivo de instruí-los dessa forma, o autor faz alusão ao texto de onde o profeta escreve aos judeus, profetizando a respeito do cativeiro Babilônico, apontando que eles iriam passar por uma grande disciplina vinda da parte do Senhor, mas que um dia voltariam a uma terra restaurada onde veriam a glória do próprio Deus, porém eles precisariam fortalecer as mãos frouxas e firmar os joelhos vacilantes para prosseguirem nessa perspectiva ainda que as circunstâncias do cativeiro não apontassem para isso. Os cristãos Hebreus deveriam ter a mesma atitude restabelecendo as mãos descaídas e os joelhos trôpegos para prosseguirem na carreira que lhes foi proposta, pois há uma promessa real para os que perseveram no Senhor.
O verso 13 complementa essa ideia. A formulação desse verso é adaptada a .[11] No contexto de Provérbios, o mandato para fazer caminhos nivelados para seus pés e manter seus caminhos retos, refere-se à conduta apropriada sob a direção da sabedoria divina,[12] e no contexto de 12. 1-12, a expressão "fazer caminhos retos para os pés"(τροχιὰς ὀρθὰς ποιεῖτε τοῖς ποσὶν), traz a concepção de seguir caminhos que são direcionados para uma meta no curso de uma direção alinhada.[13] Na literatura grega, a ideia de consertar as estradas era justamente para que os coxos e mancos não saíssem do caminho correndo o risco de cair e se machucar. Alguns cristãos estavam debilitados, o escritor os descreve como “mancos” (Coxos: χωλὸν) e eles deveriam restabelecer suas forças e serem curados das suas fraquezas para que não se extraviassem do caminho na carreira que lhes fora proposta (v13 b-c).
Todos os que se encontram fracos e sem forças na caminhada cristã precisam buscar restabelecê-las para continuar perseverando.
Ilustração:
Lembro-me da história do mergulhador americano Carl Brashear. Ele foi o primeiro mergulhador negro da marinha americana. Em uma missão muito importante, a sua perna foi gravemente ferida e devido as infecções e as dificuldades para se locomover, Brashear optou pela amputação da sua perna, porém ele não desistiu do seu ofício, adaptou uma prótese a perna amputada, restabeleceu suas forças após muito tempo parado, treinou até que suas passadas estivessem retas e sincronizadas, e em um teste para demonstrar que era capaz de retornar a marinha, onde realizava o ofício mais importante da sua vida, foi capaz de dar 12 passos com um traje de mergulho de 132 kg.
Aplicação:
E assim deve prosseguir todos os que estão estáticos e temerosos sem conseguir seguir em frente. Os obstáculos devem ser deixados para trás, lançados fora, as forças devem ser estabelecidas, os passos devem estar retos e sincronizados e a melhor maneira disso acontecer é tomando Jesus como exemplo, enxergando que as provas são confirmações do amor de Deus para com os seus filhos, entendendo que temos um ofício a ser cumprido, uma caminhada a ser percorrida e não podemos parar nem retroceder ainda que às circunstâncias ruins não permitam enxergar dessa forma de maneira tão fácil.
Conclusão:
Já estou encerrando esta mensagem, mas peço-lhes que lembrem da ilustração dada no inicio da pregação. A maratonista Gabrielle Andersen já não tinha mais forças e nem motivos para prosseguir, pois estava na trigésima sétima colocação, porém, decidiu perseverar até o fim. Ela não ganhou a glória olímpica como campeã que é o maior reconhecimento, mas prosseguiu até terminar a carreira que lhe havia sido proposta, e ao cruzar a linha de chegada foi acolhida para ser curada das suas fraquezas.
Meus irmãos, estamos em uma corrida, em uma carreira que nos foi proposta e devemos perseverar até o fim ainda que as circunstâncias não sejam tão favoráveis para isso, e ter em mente que um dia cruzaremos a linha de chegada, não para receber a glória dos homens, pois o que nos espera não são medalhas ou tesouros corruptíveis, mas sim Jesus Cristo que nos acolherá e enxugará dos nossos olhos toda lágrima e curará as nossa feridas.
Perseveremos até o fim, confiados nEle, apegados a Ele, para glória dEle. Amém.
Bibliografia
Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.
CALVINO, João. Exposição de Romanos, São Paulo: Paracletos, 1997.
GUTHRIE, Donald. A CARTA AOS HEBREUS: Introdução e Comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova e Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, 1984.
LOPES, Augustus Nicodemos. Interpretando a carta aos Hebreus. São Paulo: Cultura Cristã, 2016.
LANE, William L. WORD BIBLICAL COMMENTARY. Dallas, Texas: Word Books, Publisher, 1991.
LENSKI, R. C. The Interpretation of the Epistle to the Hebrews and of the Epistle of James. Columbus: Wartburg, 1946.
KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento: Exposição de Hebreus. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2003.
KEENER, Craig S. Comentário histórico-cultural da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2017.
Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.
[1] Os nove primeiros capítulos em Hebreus são escritos em tom indicativo.
[2] Os capitulo de dez a treze são escritos em tom imperativo.
[3] LENSKI, R. C. The Interpretation of the Epistle to the Hebrews and of the Epistle of James. Columbus: Wartburg, 1946, 424 p.
[4] Do grego αἰσχύνης (substantivo-feminino-singular-genitivo), tradução: vergonha.
[5] GUTHRIE, Donald. A CARTA AOS HEBREUS: Introdução e Comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova e Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, 1984. 235 p.
[6] KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento: Exposição de Hebreus. São Paulo: Editora Cultura Cristã., 2003. 522 p.
[7] KEENER, Craig S. Comentário histórico-cultural da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2017. 784 p.
[8] Ibid. 784 p.
[9] CALVINO, João. Exposição de Romanos, São Paulo: Paracletos, 1997. 294-295 p
[10] LENSKI, R. C. The Interpretation of the Epistle to the Hebrews and of the Epistle of James. Columbus: Wartburg, 1946, 442 p.
[11] LANE, William L. WORD BIBLICAL COMMENTARY. Dallas, Texas: Word Books, Publisher, 1991. 268 p.
[12] Ibid, 268 p
[13] Ibid, 268 p
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