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At 4:32-35

Texto base: -25
32 Da multidão dos que criam, era um só o coração e uma só a alma, e ninguém dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. 33 Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. 34 Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. 35 E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade.
Acts 4,32 Τοῦ δὲ πλήθους τῶν πιστευσάντων ἦν  ⸆ καρδία καὶ  ⸆ ψυχὴ μία  ⸇, καὶ οὐδὲ εἷς  °τι τῶν ὑπαρχόντων  ⸀αὐτῷ  ⸁ἔλεγεν ἴδιον εἶναι ἀλλ᾿ ἦν αὐτοῖς  ⸀1ἅπαντα κοινά. 33 καὶ δυνάμει μεγάλῃ ἀπεδίδουν τὸ μαρτύριον οἱ ἀπόστολοι  ⸂τῆς ἀναστάσεως τοῦ κυρίου Ἰησοῦ⸃, χάρις τε μεγάλη ἦν ἐπὶ πάντας αὐτούς. 34 οὐδὲ γὰρ ἐνδεής τις  ⸀ἦν ἐν αὐτοῖς· ὅσοι γὰρ κτήτορες  ⸆ χωρίων ἢ οἰκιῶν  °ὑπῆρχον, πωλοῦντες ἔφερον τὰς τιμὰς τῶν πιπρασκομένων 35 καὶ ἐτίθουν παρὰ τοὺς πόδας τῶν ἀποστόλων, διεδίδετο δὲ  ⸆ ἑκάστῳ καθότι ἄν τις χρείαν εἶχεν.  
Objetivos da pregação: Primeiramente, a pregação visa fazer o ouvinte entender a necessidade do espírito na vivência diária da igreja. O espírito está intrinsicamente ligado ao ministério da oração. Em consequência, a igreja movida pelo espírito experimenta a fé com unidade, partilha com o necessitado, proclama com intrepidez e vive por meio da graça.
Introdução
mostra o poder de Deus diante da oposição do mundo (experimentado externamente e internamente); em 4: 31-5: 16, Deus derrama o Espírito Santo novamente como no Pentecostes. [1] Deus responde a oração aumentando a ousadia, apoiada com sinais e maravilhas (4: 23-30), concedendo audácia (4:31) e uma nova efusão com foco novamente no compartilhamento (4:32; 4: 34- 5:10). Este segundo derramamento na mesma cidade demonstra que Lucas acredita que o Pentecostes não seja apenas um evento passado, mas também um modelo para a igreja de oração. O paralelo a 2: 44-45 ocupa um estágio central aqui, com seu contraste entre generoso sacrifício (4: 36-37) e a simples pretensão de tal religião (5: 1-10). Ambos os derramamentos também levam a sinais apostólicos (2:43; 3: 4-8; 5: 12-16) e consequentes confrontos com a decisão de Jerusalém anciãos (4: 1-22; 5: 17-40).
O livro de atos faz a transição entre uma igreja temerosa em meio a situações controversas para uma igreja operosa por meio da atuação do espírito.
Quiasmo:
A A proclamação da comunidade (4:31)
B Compartilhar posses (4:32)
A′ Proclamação apostólica (4:33a)
B′ Compartilhar posses (4:34–35)[3]
Aqui, como muitas vezes em Lucas-Atos, o Espírito vem em resposta à oração (; ; ; , ; , ; cf. 19: 6)
Sem oração, uma igreja é como um corpo sem espírito; É uma coisa inoperante, inoperante. Uma igreja com oração nela, tem Deus nela. Quando a oração é deixada de lado, Deus é proscrito. Quando a oração se torna um exercício desconhecido, o próprio Deus é um estranho.
Lucas expõe este resumo da comunidade cristã a fim de expor o ideal da vivência em comunidade, o ideal do que é ser igreja. Tal resumo é encontrado também em
44 Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. 45 E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. 46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos. () (igreja primitiva)
Tese: enchimento/derramamento do espírito em resposta à oração produz os seguintes sinais:
Contexto: adversidade e perseguição dos cristãos.
Desafios para a igreja de hoje: 1. ênfase demasiada no mundo espiritual, ignorando as necessidades sociais (separação entre sagrado e profano); 2. Evangelho focalizado no indivíduo em detrimento de uma vivência coletiva; 3. Teologia que busca o “ter” em detrimento do “ser”;
I. A comunidade cheia do espírito experimenta a fé em unidade (vs. 32)
- πλήθους τῶν πιστευσάντων: multidão dos discípulos (6.2) multidão (15,12) – multidão, provavelmente, se referia a congregação unida
- καρδία καὶ  ψυχὴ μία – a combinação de termos é frequentemente encontrada no antigo testamento () indicando a totalidade/plenitude de algo.
"Comum" (koina) em 2:44 e 4:32 tem a mesma raiz que koinonia ("comunhão" em 2:42); Assim, a questão não era a teoria econômica, mas a vida comum em conjunto ("diariamente" em 2:46) sem separação entre necessidades físicas e espirituais.
Paralelos: o ideal utopista grego da propriedade comum entre amigos, o comunalismo compulsivo da seita judaica em Qumran e até o precedente de Jesus e os Doze (, ).
Havia nas comunidades gregas a ideia da partilha comum entre amigos. No judaísmo, essa tradição remete ao ideal de ligação que deve haver na comunidade. Os amigos eram considerados, pelos gregos, como uma só alma, na Shema Deus é conclamado a ser adorado com toda a mente e coração. Tais expressões revelam o caráter de reciprocidade/amizade e unidade de propósito entre a comunidade de fé.
Outrossim, as expressões coração e mente revelam a novidade de vida daquele que vive no poder do espírito. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo;(,)
II. A comunidade cheia do espírito santo partilha com os necessitados (vs. 33)
- Idiossincracia –“ninguém considerava exclusivamente” ἴδιον εἶναι
- relação entre multidão, necessitados e partilha: cura (,; ,30; ,) , alimento (,32; ,20; ,), liderança, instrução (,; ,; ,34 )
A multidão em Atos: confusa (,), a multidão dos que criam (); A multidão dos discípulos (,).
Contudo não haverá entre ti pobre algum (pois o Senhor certamente te abençoará na terra que o Senhor teu Deus te dá por herança, para a possuíres) (,)
Dentre os essênios, comunidade judaica do deserto na época de Jesus, o dinheiro era entregue nas mãos do mebaqqer (supervisor) que distribui aos necessitados.
Consequência: 1. Não havia necessitados; 2. Partilha entre os apóstolos. (vs 34.35)
a. Diferença entre Zaqueu () e o jovem rico (; ; )
b. A oferta de barnabé () x Ananias e safira ()
III. A comunidade cheia do espírito testemunha a ressurreição com poder (v. 33)
- δυνάμει μεγάλῃ
Conteúdo da pregação: ressurreição de Cristo.
E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é a nossa pregação, e também é a vossa fé (1 Co 15,10)
O cristianismo é na sua essência uma religião de ressurreição. O conceito de ressurreição está no seu coração. Se você o remover, o cristianismo é destruído. (John Stott)
O resultado da oração (v. 31) foi intrepidez e poder para que o evangelho fosse anunciado trazendo grande graça aos ouvintes deste anúncio. “E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos ().” Meios que se afastem de uma proclamação cristocêntrica resultará em cristãos sustentados por uma fé frágil. Ainda que caiba a igreja a pregação e conteúdo da mesma, o resultado é trabalho, exclusivo, do espírito.
5 Pois, que é Apolo, e que é Paulo, senão ministros pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor concedeu a cada um? 6 Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. 7 De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. (1 Co 3:5-7)
Devemos entender o "grande poder" que acompanhou o testemunho dos apóstolos "à ressurreição do Senhor Jesus", não apenas como poder retórico, homilético ou mesmo milagroso, mas como o poder de uma nova vida na comunidade de fé - uma nova vida manifesta-se em compartilhar bens para atender às necessidades dos outros. Foi esse tipo de poder que Jesus teve em mente quando disse: "Todos os homens saberão que vocês são meus discípulos, que vos ameis uns aos outros" ). Em uma combinação de preocupação social e proclamação da Palavra
Um problema teológico que enfrentamos é a ênfase demasiada em um destes elementos e separação destes polos importantes da fé que estão integralizados na salvação do individuo. Proclamação e ação social. O evangelho não é apenas um ou outro isolado. A proclamação do evangelho testemunha a ressurreição enquanto demonstra a graça por meio de ações.
IV. A comunidade cheia do espírito santo experimenta graça abundante (vs 33)
- χάρις τε μεγάλη
Termo utilizado aproximadamente 150 vezes, sendo que cerca de 2/3 é de uso paulino. Paulo pode ser considerado o apostolo da graça. Lembramo-nos aqui da resolução de no conflito entre judeus e gentios. “Mas cremos que somos salvos pela do Senhor Jesus, do mesmo modo que eles também”(at 15:11) A palavra na bíblia é usada com diferentes significados. Nas cartas paulinas, por exemplo, um possível significado é presente ou dom, sua visita para Corinto foi graça (2 Co 1,15). A coleta para os santos de Jerusalém é chamada de graça e motivado pela graça. A palavra é usada para expressar gratidão a Deus (; ; Cor. 15:57; 2 Cor. 2:14; 8:16; 9:15; 1 Tim. 1:12; 2 Tim. 1:3)
No Novo Testamento o termo grego para graça é charis e pode ser definido como:
1. Uma qualidade vencedora ou atratividade que convida à uma reação favorável, graça, atratividade, char.
2. Uma disposição benevolente para alguém, favor, graça, cuidado, ajuda, boa vontade
3. Uma aplicação prática da boa vontade, (sinal) de favor, ação Graciosa,
4. efeito excepcional produzido por generosidade, favor.
5. resposta para generosidade ou benevolência- gratidão, agradecimento
Autores gregos clássicos e helênico usam essa palavra, primeiramente, como expressão de uma dinâmica entre um patrono e um cliente, ou relação de amizade. Dentro do contexto social, charis têm três diferentes significados.
Primeiro, uma disposição do beneficiador em direção ao beneficiário. (Aristotle Rhet. 2.7.1–2). Normalmente é a disposição de alguém superior para alguém inferior.
Segundo, o termo pode referir-se ao presente/dom conferido pelo beneficiador.
Terceiro, recíproco ao primeiro, é a resposta necessária pelo beneficiário como retorno apropriado ao favor demonstrado pelo beneficiador. Nesse sentido, pode melhor ser traduzido como gratidão.
A graça proveniente do espírito é distribuída aos cristãos e deve ser partilhada entre eles. “E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra;(2 Co 9,8) ” As ações em favor dos necessitados.
A graça que é mencionada aqui é "o favor e a presença divina que recaem sobre a comunidade e que de alguma forma são manifestamente tangíveis". O compartilhamento descrito em vv. 34-37 é um sinal particular desta graça no trabalho entre eles.
A mutualidade e partilha no viver é promovido por ação do espírito por meio da proclamação do evangelho e do reconhecimento da necessidade de ajuda ao próximo, e não por insistência por oferta.
Implicação para hoje: a pregação visa fazer o ouvinte entender a necessidade do espírito na vivência diária da igreja. O espírito está intrinsicamente ligado ao ministério da oração. Em consequência, a igreja movida pelo espírito experimenta a fé com unidade, partilha com o necessitado, proclama com intrepidez e vive por meio da graça.
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