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As bases teológicas da Apologética

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Palavras Iniciais

Livro base: “Apologética Pura e Simples” (Como levar os que buscam e os que duvidam a encontrar a fé)- Alister McGrath. (Mere Apologetics)
Livros Adicionais:
Apologética Cristã no século XXI (Ciência e arte com integridade) - Alister McGrath.
Cristo no Campus: explicando a razão da nossa fé - Valberth Veras
Revisão
Em nosso último estudo vimos uma introdução a Apologética onde além de compreender a importância da apologética vimos também:
Que o termo apologética tem haver com a ideia de defesa.
Definição
“Disciplina que ensina os cristãos a dar uma razão para a sua esperança” (John Frame, Apologética para a Glória de Deus)
“Apologética é a vindicação (defesa) da filosofia de vida cristã em contraste com as varias formas de filosofia de vida não cristãs” (Cornelius Van Til, Apologética Cristã)
Como essa defesa deve ser feita
mansidão, temor e boa consciência.
Os temas básicos da apologética
Defesa
Busca as barreiras para fé e as corrige
Tradução
Busca reconhecer os mais diversos temas e ideias da fé cristã que são possivelmente desconhecidos do público.
Apreciação
Busca que a verdade e a relevância do evangelho seja apreciado pela audiência.
A relação entre apologética e o evangelismo bem como suas limitações.
No estudo de hoje iremos ver algumas bases teológicas da apologética e como uma reflexão teológica nos temas centrais da fé Cristã é a base para uma boa apologética.

Introdução

A apologética não é um conjunto de técnicas para ganhar pessoas a Cristo, nem tampouco para ganhar debates.
A apologética é o desejo de trabalhar por meio de Deus em ajudar as pessoas a descobrir e se virar para a Sua glória. É sobre sobre ser “dominado” pela fé Cristã de tal forma que suas ideias, temas e valores estejam profundamente “impressos” em nossas mentes e corações.

O método de apologética adotado por Alister McGrath

Existem diferentes maneiras de se fazer apologética. Alguns livros e autores usam a abordagem de “estudo de caso”.
Outros se utilizam da evidência racional ou história.
Ou sugerem que o mundo simplesmnete não pode ser entendido sem referência a Deus.
Alister McGrath não se utiliza de nenhuma escola de apologética em particular, mas busca equipar os leitores a pensar apologeticamente, se valendo dos melhores apologetas para ajudar a explorar os assuntos.
A aborgadem do livro pode ser resumida na seguinte sequência de passos:
Entendendo a fé
É preciso ter um bom entendimento da fé Cristã. Esse conhecimento no entanto, precisa ter o foco apologético.
Ou sejo, como temas da fé Cristã podem ajudar o descrente a se voltar para o Evangelho e a entender questões cruciais no lugar de meros debates teológicos.
Entendendo o público-alvo
Cada grupo de pessoas tem conhecimento distinto. Tem suas próprias dúvidas e barreiras para com o Evangelho.
Comunicando com clareza
De uma forma que possa ser entendida pelo público alvo
Buscando pontos de contato
Pontos de contato do evangelho que já estão na cultura humana e experiência. Deus deixou testemunho na história, cultura e experiência humana.
A tarefa do apologeta é buscar esses pontos de contato e usá-lo para a proclamação do evangelho.
Apresentando todo o evangelho.
Praticando
A apologética não é algo teórico, e prático. Nós precisamos ser capaz de aplicar as ideis apologéticas no dia a dia.

Contexto bíblico para a apologética

Em Marcos capítulo 1, vemos um dos primeiros registros relatados nos evangelho acerca do ministério de Jesus.
Marcos 1.16–18 BEARA
Caminhando junto ao mar da Galiléia,viu os irmãos Simãoe André, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.
É interessante observar que nessa narrativa, Jesus chamou pescadores!
A literatura judaica nos indica que esse tipo de trabalho os tornava virtualmente incapazes de cumprir a lei de Moises, no que tange as leis de “pureza” visto que tinham que manusear todo tipo de peixe , tanto limpos como sujos. Dessa forma não conseguiam seguir as estritas leis de pureza do judaísmo que probia contato com coisas impuras.
É bem impactante que Jesus chamou exatamente pessoas que estavam em grupos desprezados pela sociedade. É um lembrete poderoso sobre o fato que o evangelho chega a todos -inclusive aos rejeitados pela sociedade.
De um ponto de vista apologético, a pergunta que temos que fazer é:
“O que fez Simão e André deixarem tudo e seguir Jesus”?
Segundo a narrativa, Jesus não ofereceu nenhum argumento racional que os viesse a convencer, Jesus não precisou de palavras para os convencer. Eles simplesmente o decidiram o seguir somente pela sua presença.
Essa narrativa tem um valor importante para a apologética: ela nos lembra que os argumentos somente podem ser parte da nossa estratégia. A nossa tarefa é de direcionar pessoas a Cristo.
A apologética em si não converte ninguém! Mas pode direcionar pessoas a Cristo ao remover barreiras em favor desse encontro.
Apologética é sobre habilitar pessoas a entenderem o significado do Evangelho. É sobre apontar, explicar, abrir portas e remover barreiras. Mesmo assim o que converte não é a apologetica em si, mas a grandeza da realidade de Deus e o Cristo ressureto (Apologética Pura e Simples, pg 43).
João deixa esse princípio bem claro.
João 1.45–46 BEARA
Filipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, filho de José. Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe Filipe: Vem e vê.
Tendo encontrado Jesus, Filipe tenta persuadir Natanael que Jesus é o cumprimento da esperança de Israel. Sendo cético com relação a isso Natanel pergunta “De nazaré pode sair alguma coisa boa?” No lugar de responder com argumentos para tentar convencê-lo a resposta de Filipe é “vem e vê”, após isso Natanel reconhece Jesus João 1:49 “Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” .
O encontro com Cristo é o melhor argumento. Aqui fica claro a importância de direcionar as pessoas a Cristo!
Filipe não argumentou sobre Jesus, ele apontou para Jesus.
Aqui nós podemos tirar três lições importantes
O evangelho de João nos relembra que a conversão não é trazida através de sabedoria ou raciocinio humano. Mas sim operado por Deus. 1Co2:5 “para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.”
O Novo Testamento retrata a natureza humana como sendo machucada e danificada pelo pecado. Nós não somos capazes de de ver as coisas como elas realmente são.
2Co 4:4 “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”
Argumentos não curam a cegueira espiritual, nem tampouco o acúmulo de evidências ou retórica.
Essa pespectiva apologética coloca a tarefa da apologético em seu devido contexto.
Há uma importante, mas limitada tarefa em levar as pessoas à fé.
Uma ilustração: Imagine que você está doente em que alguma toxina lhe envenenou, você vai ao médico e ele prescreve penicilina. Você então se recupera. O que lhe curou, o médico ou o remédio?

Conclusão

A apologética é fundamentada em uma profunda apreciação da capacidade intelectual e da riqueza espiritual da fé cristã. A tarefa do apologista não é tornar a fé cristã atraente ou relevante para o mundo. Ao contrário, somos chamados a ajudar as pessoas a apreciar e descobrir seu poder, relevância e persuasão. O apologista é chamado a descobrir como permitir que a verdade intrínseca, a beleza e a bondade da fé cristã sejam discernidas. (pg 47)
Para isso nós precisamos ser capazes de entender os grandes temas da fé Cristã e como eles podem ser defendidos e explicados para pessoas que não são familiarizadas com o seu vocabuláro ou práticas.
E evangelho é como um feixe de luz branca. É uma realidade rica e complexa, consistindo de vários elementos. Cada um desses elementos merecem ser estudados . A análise teológica é sobre identificar cada um desses elementos, determinando seu potencial apologético and usando ele de forma apropriada.
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