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AS FRAQUEZAS DE PAULO

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Compreender a importância em reconhecer nossos pontos fracos, para que Deus possa agir em nossa vida.

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Handout
Propósito: Compreender a importância em reconhecer nossos pontos fracos, para que Deus possa agir em nossa vida.
Passagem principal: Atos 20:24
Atos dos Apóstolos 20.24
Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.
INTRODUÇÃO
Paulo é para mim um dos personagens bíblicos mais marcantes e impressionantes. A sua trajetória de vida, a sua conversão e a sua determinação nos chamam a atenção. Se há alguém que com certeza estarei procurando no céu para conversar por longo tempo, será Paulo.
Nesse texto em questão que acabamos de ler, Paulo expõe seus sentimentos na prisão, já pronto para ser morto. Sim, Paulo faz uma declaração sabendo que o matariam e mesmo assim ele demonstra uma profunda reflexão do que foi a sua vida e ministério.
Ele acaba por fazer aqui uma profunda reflexão do seu trabalho como missionário e apóstolo de Jesus, já se preparando para a morte e traçando esse ministério que Jesus havia dado a ele como uma carreira, uma corrida (δρομος).
PARTE I - COM ALEGRIA
Porém, algo me chama muito a atenção nessas palavras de Paulo, algo que infelizmente em algumas traduções da Bíblia foi suprimida desse texto em questão e que faz enorme diferença na compreensão geral sobre o sentimento que Paulo tinha sobre a sua vida e ministério.
Estamos falando aqui da expressão, "com alegria" (με χαρά). Uma expressão que se encontra no original, no grego, mas que por algum motivo que não sabemos, alguns tradutores resolveram não incluir em algumas versões das Sagradas Escrituras.
Por exemplo, eu sei que me chará não se encontra na ARA, NAA, BNLH, mas encontra-se na ARC, ALC, versão Trinitariana, entre tantas outras.
Contudo, o caso aqui em questão não é sabermos porque tal expressão se encontra ou não no original, mas sabermos como e porque Paulo acrescentou essa expressão a sua declaração, se ele viveu toda a dor e sofrimento do evangelho?
Note, se analisarmos a vida de Paulo, com certeza não encontraremos em nenhuma parte da Bíblia e em seus próprios relatos motivos que demonstrem exatamente essa condição sine qua non (expressão latina que significa, cláusula essencial, indispensável) para externar alegria.
PARTE II - MOTIVOS DA ALEGRIA
Se formos a 2Coríntios 11:23-28
2Coríntios 11.23–28
São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.
Perceberemos que Paulo não apresenta basicamente nenhuma razão, pelo menos aparentemente humana para declarar a sua felicidade por terminar o seu ministério, não é verdade? Analisemos as palavras de Paulo em seu texto.
Ele diz que sofreu perigo de morte inúmeras vezes, naufrágio pelo menos umas três vezes, passou fome, passou frio, passou pelo perigo da espada, foi açoitado por cinco vezes uma quarentena de açoites, foi apedrejado, etc, etc...
Quando olhamos tudo isso, perguntamos: Como Paulo podia ser feliz assim? Será que ele era masoquista? Será que ele era uma pessoa doente que sentia prazer na dor e no sofrimento? Onde estava o segredo e a força de Paulo?
PARTE III - ALEGRIA NA FRAQUEZA
Na verdade o segredo de Paulo estava ancorado em duas situações bem distintas, porém interligadas em sua vida. A primeira era a maneira como ele encarava a sua fraqueza, o seu lado fraco. Como assim pastor?
Nós não fomos criados dentro da nossa cultura, para reconhecermos as nossas fraquezas e limitações, não é verdade? Pelo contrário, desde cedo fomos condicioados a não mostrar que somos fracos, mas Paulo faz uma declaração que se coloca diametralmente oposta a essa ideia, pois ele afirma em 2Coríntios 12.10 o seguinte:
2Coríntios 12.10
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.
Estranho não acha? Paulo declara que ele era forte e tinha prazer em suas fraquezas e limitações. Quantos gostam aqui de reconhecer as suas limitações? Reconheço que não é uma tarefa das mais fáceis, normalmente somos condicionados a não demonstrar aos outros as nossas fraquezas.
Contar a minha história quando garoto.
Mas, Paulo vai na contra-mão daquilo que o mundo apresenta e afirma que quando fazemos isso, mostramos limitações e automaticamente ao reconhecermos essas limitações, passamos a confiar plenamente em Jesus como aquele que suprirá essas limitações.
Aqui, encontra-se o paradoxo do evangelho, enquanto não reconhecermos as nossas fraquezas e limitações, Deus não pode agir em nossa vida.
A história do salva-vidas.
PARTE IV - SEGUIR RUMO AO ALVO
Há contudo, uma outra grande lição que Paulo nos dá. É a certeza de que havia algo muito maior que o fazia manter o foco no ministério, fazia com que ele não desanimasse, fazia com que Paulo estivesse sempre disposto a dar tudo o que tinha por Jesus. E o que era? Qual era o seu grande segredo? Veja essa declaração de Paulo em Romanos 8.35-39
Romanos 8.35–39
Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Paulo afirmava que nada, absolutamente nada poderia separá-lo do amor de Deus, que estava em Cristo Jesus. Forte essa declaração, não?
Pois bem, Paulo sabia a quem estava servindo e quem ele era nesse processo. Isso fazia toda a diferença em sua vida e ministério.
Paulo entendia as suas limitações e quem era Jesus em sua vida. O que ele afirma em Romanos é que ninguém, absolutamente ninguém ou circunstâncias o tirariam de seu objetivo que era a salvação em Cristo.
CONCLUSÃO
Quantas vezes nos vemos desanimados?Quantas vezes pensamos em desistir? Em largar tudo por tão pouco?
Há ocasiões em que encontro pessoas que dizem que estão fora da igreja porque outras pessoas as ofenderam, porque havia problemas na igreja.
Meu amigo, compreenda, a igreja não é perfeita, a igreja não é um clube da perfeição onde não há problemas. A igreja é feita de pessoas cheias de traumas e que precisam ser curadas todos os dias, por isso você estava lá também.
Precisamos nos agarrar as lições de Paulo e compreender nesse dia que há a necessidade de reconhecer que somos fracos, reconhecer as nossas fraquezas e acima de tudo nunca perder o foco da nossa real necessidade, que é a nossa salvação e o céu. Não desanime em nome de Jesus!!!
APELO
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